Constelação Familiar como técnica psicoterapêutica

Constelação familiar é uma técnica de terapia breve, de uma única vez. O método foi desenvolvido pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, que observando as relações afetivas dentro das famílias, pode perceber que as relações humanas são regidas por três leis naturais, que são chamadas ‘ LEIS DO AMOR’, que são;

  • Lei da Hierarquia (estabelecida pela ordem da chegada. Quem entrou primeiro em um sistema tem precedência sobre quem entrou depois);
  • Lei do Pertencimento (Pertencer à nossa família é nossa necessidade básica. A necessidade de pertencer a ela vai além até mesmo da nossa necessidade de sobreviver)
  • Lei do Equilíbrio (estabelecida pela relação entre o dar e o receber).

Quando estas leis não são cumpridas surgem as dificuldades, doenças, vícios etc.

Assista esse conteúdo em vídeo: https://youtu.be/oX7yLmJ18fM

O que é importante saber sobre o sistema familiar?

É bom que fique claro que ao vir ao mundo no seio de uma família, não herdamos somente um patrimônio genético, herdamos as crenças e os comportamentos que são válidos neste sistema familiar. Nossa família é um sistema, um campo de energia no interior do qual, nós evoluímos e crescemos. Cada um, desde seu nascimento, vai ser uma parte deste todo e precisa ter o seu lugar, independente de quem seja e como seja. Todos fazem parte.

Porque a Constelação é um a boa ferramenta para os psicólogos?

Porque a constelação provoca um movimento interno na pessoa criando mais recursos para a pessoa enxergar a situação sob outro ângulo. A teoria da constelação ajuda o  terapeuta a olhar para além do indivíduo. Ela leva o terapeuta a olhar com amor para o sistema do indivíduo e perceber qual lei das ordens do amor que não estão sendo cumpridas naquele sistema. Como diz Bert Hellinger: A ordem precede o amor. O amor não basta, é necessário que aja ordem. O amor desordenado adoece o sistema. O paciente precisa olhar para essas questões!

O objetivo da constelação é identificar quais leis o paciente inconscientemente está transgredindo e recolocá-lo na vida de uma forma que possa respeitá-la.

Por que a constelação sistêmica familiar é considerada uma abordagem terapêutica polêmica?

Porque esta terapia impressiona por sua ação no nível anímico, isto é, na cura da alma, e por sua dinâmica extraordinária, em que agentes (que podem ser representantes pessoas ou bonecos) “representam” personagens familiares, “representam” profissões, “representam” empresas, “representam” imóveis, “representam” sintomas e doenças, e assim por diante. É muito comum, dentro do consultório, o terapeuta trabalhar com a escultura familiar feita com os bonecos como uma ferramenta para auxiliar a leitura desse sistema (leitura baseada nos conceitos da constelação).

Quais são as principais observações para quem utilizar essa técnica dentro do consultório?

O Psicólogo tem que ter o conhecimento aprofundado da teoria das constelações tanto das Ordens do Amor como das Ordens da Ajuda.

Esse trabalho pressupõe que nós próprios (terapeutas) tenhamos primeiro recebido e tomado. Pois só então sentimos a necessidade e temos a força para ajudar a outros, especialmente quando essa ajuda exige muito de nós. Ao mesmo tempo, ela parte do pressuposto de que as pessoas a quem queremos ajudar também necessitam e desejam o que podemos dar a elas. Caso contrário, nossa ajuda se perde no vazio. Então ela separa, ao invés de unir.

As Constelações são muito mais do que um método, elas são uma postura de vida. Quem entra em contato de forma profunda com a Obra de Hellinger, se transforma e adquire um novo olhar perante a vida e os desafios que ela impõe.

Professora Tatiana Guimarães
Psicóloga clínica CRP: 04/13541

 

 

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