5 dicas para conduzir boas dinâmicas de grupo no processo de seleção

Em um processo seletivo, podem ser utilizadas diversas técnicas, que permitem selecionar o melhor candidato a ocupar uma vaga. Os testes psicológicos são aplicados há bastante tempo, ajudando a entender melhor as características de quem está concorrendo à vaga. Em conjunto, podem ser aplicadas dinâmicas de grupo que vão auxiliar a avaliar as habilidades sociais.

Entretanto, a aplicação de dinâmicas de grupos por pessoas que não são habilitadas para tal, tem vulgarizado essa importante ferramenta. Ela deveria ser utilizada por psicólogos organizacionais que estudaram e conhecem seus objetivos.

Para agravar situação, ao fazer uma pesquisa em buscadores como o Google, se tem acesso à centenas de dinâmicas. Mas, nem todas elas têm um objetivo claro ou realmente avaliam um candidato, por isso toda a atenção na hora de selecionar uma dinâmica é necessária.

1.Conheça bem o perfil da vaga

É necessário saber quais são as capacidades técnicas e comportamentais que o cargo exige para que as atividades sejam executadas. Considere também outros requisitos que a vaga possa requerer, como gerenciamento de tempo e o grau de interação com a equipe.

Depois de definidos esses critérios é que se deve escolher a dinâmica, sendo que essa precisa avaliar essas capacidades específicas.

2.Defina o perfil do grupo

Uma dinâmica utilizada para uma vaga operacional, possivelmente não será bem aproveitada para uma vaga gerencial. Conhecer quem são os participantes do processo seletivo, com dados como idade, sexo, formação, entre outros, vai ajudar a uma escolha adequada.

Propor uma atividade para pessoas que não tenham capacidade para resolução de uma determinada situação, gerará frustrações e dificultará a seleção.

3.Não trabalhe com muitas pessoas nas dinâmicas de grupo

Em um processo seletivo, não é ideal ter uma grande quantidade de pessoas sendo avaliadas ao mesmo tempo, isso porque fica difícil observar todos os comportamentos. Por se tratar de grupos, é preciso ter uma quantidade mínima de participantes, mas o máximo também deve ser limitado.

Ao restringir o número de participantes a observação fica mais fácil, porém, se for preciso trabalhar com um número maior, é indicado ter outras pessoas que possam auxiliar na atividade. Dessa forma, cada recrutador pode observar uma quantidade de candidatos sem que isso prejudique a avaliação.

4.Faça uma dinâmica inovadora e que reflita a cultura da empresa

Com as dinâmicas sendo bastante utilizadas nos processos seletivos, optar por uma comum, pode beneficiar algum candidato que já a conheça. Inovar é a regra, portanto, criar dinâmicas novas ou reformular as já existentes irá ser benéfico para a empresa.

Incorporar elementos reais da empresa, como os produtos ou serviços que presta, faz com que ela se aproxime mais da realidade. Ao fazer isso, se consegue perceber a relação do candidato com a empresa e se ele compartilha da mesma cultura.

5.Seja um facilitador

Quem for conduzir a dinâmica deve conhecê-la muito bem, para passar todas as orientações corretas. Informar quais são os objetivos e o que se espera de cada participante, é fundamental para que as metas sejam atingidas.

Durante a execução da atividade, é preciso agir apenas como observador, não interferindo para não atrapalhar os resultados. Porém, algumas observações podem ser feitas, como, por exemplo, o tempo restante para que a atividade encerre.

Ao final, se deve ouvir os participantes, para que as observações ajudem a chegar a uma conclusão sobre o candidato.

Adotando esses cuidados, as dinâmicas de grupo não serão apenas uma forma de “descontrair” ou um “quebra-gelo”, mas sim, uma importante ferramenta de recrutamento e seleção.

Se deseja se manter informado sobre dinâmicas de grupo e outros assuntos pertinentes a psicologia organizacional, aproveite para conhecer os cursos do Ceap e se aprimore como profissional.

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