Envelhecimento natural ou patológico: como a psicologia explica

A idade chega para todos, em um processo que a humanidade ainda não aprendeu como evitar. O que poucos sabem é que podemos distinguir essa etapa do ciclo vital em dois tipos: envelhecimento natural ou patológico.

O conhecimento das características e diferenças entre esses dois fenômenos é fundamental para garantir um atendimento psicológico focado no idoso e na construção de um estilo de vida adaptado à terceira idade. Ficou curioso sobre o assunto? Então, confira o post abaixo!

O que é o envelhecimento natural?

O envelhecimento natural ou normal, também conhecido como envelhecimento primário, é caracterizado principalmente pelas alterações de características físicas do sujeito.

As principais mudanças são: queda ou despigmentação dos cabelos, decréscimo de altura, enrugamento da pele, enfraquecimento do sistema nervoso central e declínio dos sistemas sensoriais (visão, audição, olfato e paladar). Podem acontecer também desgastes dos ossos, dos aparelhos digestivo e genito-urinário.

As alterações afetam o equilíbrio vital fisiológico da pessoa, gerando modificação de suas capacidades cognitivas, motoras e mentais. São oscilações naturais, que não representam, necessariamente, indícios de alguma doença.

Essas transformações costumam iniciar em torno dos 60 anos, mas variam em cada caso, pois dependem de fatores relacionados a outras fases da vida do indivíduo, como experiências familiares, hábitos alimentares, trabalho, educação, etc.

E o envelhecimento patológico?

O processo patológico ou anormal consiste em um envelhecimento que surge com a presença de uma doença física ou mental deteriorando a saúde do idoso. A enfermidade reduz os mecanismos e atividades de adaptação da pessoa.

Essa classificação, entretanto, não é uma tarefa fácil. O diagnóstico real só é feito a partir de uma avaliação psicológica realizada por um profissional especializado na área.

Além disso, a distinção entre os envelhecimentos natural ou patológico depende de vários aspectos socioculturais e de diferentes abordagens psicológicas.

AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA DAS DEMÊNCIAS

É possível garantir qualidade de vida na terceira idade?

Infelizmente, ainda não existe uma receita que garanta um envelhecimento totalmente saudável. Porém, cada vez mais, as pessoas conseguem driblar as vulnerabilidades causadas pela terceira idade com a ajuda de profissionais especializados no tema.

De modo geral, algumas precauções que evitam o surgimento de diversas doenças e contribuem para um envelhecimento saudável são: ter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos regularmente, manter as atividades intelectuais e sociais em dia, evitar fumar e ingerir bebidas alcoólicas.

Como o seu papel de psicólogo pode ajudar no processo de envelhecimento?

Além da saúde física, também é preciso tomar algumas medidas para prevenir doenças psicológicas comuns após os 60 anos, como: depressão, transtorno de ansiedade, transtorno de humor, perda de memória e demência.

O papel do psicólogo é justamente detectar qualquer indício de transtorno e fazer o acompanhamento necessário para retardar e diminuir os sintomas, ajudando o idoso a enfrentar a terceira idade com mais saúde e qualidade de vida.

Para fazer o atendimento desse público, o profissional precisa se especializar na área e aprofundar seus conhecimentos nas diferentes abordagens psicológicas do tema, tipos de tratamentos, entre outras especificidades. Esta é uma demanda crescente nos consultórios psicológicos e por se tratar de um atendimento muito específico, os psicólogos devem estar capacitados para isto.

Através da formação na área, os profissionais podem diagnosticar patologias, traçar programas de reabilitação e ainda criar projetos onde  os idosos possam participar de grupos, reformular projetos de vida, estabelecer metas e encontrar maneiras para cumpri-las, ajudando a minimizar a maioria das doenças psicológicas.

Essas iniciativas são importantes para promover o bem-estar, afastando estigmas impostos pela sociedade e fazer com que a pessoa seja protagonista de sua própria história.

Tendo em vista a importância da sua profissão de psicólogos para o acompanhamento de pacientes que estão passando pelo envelhecimento natural ou patológico, que tal se especializar na área?

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