Terapia cognitiva contra depressão

Comparativo entre tratamento pela fala e com remédios mostrou desempenho semelhante.
Abordagem tradicional seria mais eficaz para evitar volta do problema, sugere trabalho.

Luis Fernando Correia

A depressão pode ser tratada com a utilização de terapia cognitiva, com índices de sucesso semelhantes aos dos medicamentos antidepressivos e mais duradouros, afirmam psiquiatras americanos.

No mundo todo se estima que mais de 100 milhões de pessoas sofram de depressão. O problema pode ser tratado com medicamentos ou terapia cognitiva, sendo que atualmente a primeira linha de tratamento é a indicação dos antidepressivos.

Uma pesquisa realizada por especialistas da Universidade da Pennsilvania e da Universidade Vanderbilt comprovou que os dois métodos se equivalem nos resultados. Contudo, os pacientes submetidos à terapia cognitiva apresentam menores chances do reaparecimento da doença após o fim do tratamento.

Comparativo

No estudo, foram comparados mais de duzentos e quarenta pacientes deprimidos que receberam, de forma aleatória, tratamento medicamentoso, terapia cognitiva ou placebo. Após dezesseis semanas, a ação dos medicamentos ou da terapia foi equivalente, porém o índice de retorno dos sintomas foi significativamente menor nos que receberam a terapia anticognitiva.

Os pesquisadores acreditam que o tratamento com terapia deixe resultados mais duradouros por criar nos pacientes mecanismos que os permitam lidar com as situações que desencadeiam as crises de depressão. Por outro lado, uma ressalva foi feita no trabalho a partir de constatações durante o estudo.

O sucesso da terapia no tratamento da depressão está diretamente ligado à capacidade técnica dos terapeutas envolvidos no processo.

Fonte: G1

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