ASSUNTO DE FAMÍLIA – Um filme sobre o poder dos vínculos e as repetições de comportamentos

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ASSUNTO DE FAMÍLIA – Um filme sobre o poder dos vínculos e as repetições de comportamentos

Assunto de Família filme

O que você faz para pertencer a sua família?

Do que somos capazes de fazer para pertencer ao nosso sistema familiar?

O filme Assunto de Família aborda este tema e além de ser um filme um maravilhoso, traz uma humanidade surpreendente, demonstrando o poder dos vínculos, da força do pertencimento, da repetição de padrão inclusive a repetição de comportamento.

Inconscientemente nos tornarmos iguais para pertencer, e muitas vezes este sentimento não se traduz em movimentos saudáveis e de sucesso. Por não termos consciência, frequentemente, tomamos para nós destinos pesados, repetições e fracassos “apenas” para pertencer.

Todos aqueles que pertencem ao seu sistema familiar pertencem de alguma forma

E então nos perguntamos, qual o caminho contrário? O contrário não é não pertencer, até porque isso é uma lei natural, ou seja, não dá para não pertencer. Todos aqueles que pertencem ao seu sistema familiar pertencem de alguma forma. Nada do que acontece de bom ou de ruim é capaz de mudar isto, lembrando que a exclusão dentro de um sistema familiar também tem efeitos devastadores.

O pertencer aqui significa dar um lugar de respeito e dignidade a todos no sistema familiar, da forma como são e como foi possível para eles.

A repetição é uma forma de pertencimento

Assim é possível pertencer sem ter que repetir histórias, pois a repetição é uma forma de pertencimento.

Olhar para o que foi vivido com respeito e dignidade e dar a todos um lugar no coração é uma atitude de pertencimento com ganho para todos.

Aqueles que tiveram destinos difíceis ficam “aliviados”, pois basta o mal que foi feito. E nós podemos a partir da consciência ressignificar o que foi vivido dentro da família, transformando as experiências em novas oportunidades e bênçãos.

Neste filme a cura da família começa pela decisão, coragem e atitude

Tudo isso é facilmente percebido neste filme que também demonstra dois movimentos que são na verdade os movimentos necessários e iniciais para a cura na família:

O primeiro é o decidir-se pela cura, movimento que exige uma coragem e uma atitude (fazer) enormes. Existe tanta força neste movimento que ele não fica restrito há quem decidiu fazê-lo, ele reverbera para todas as gerações futuras.

Constelação Familiar e o rompimento com o padrão – Ovelha negra da família

Bert Hellinger, filósofo que desenvolveu o método da Constelação Familiar, traz a seguinte afirmação que traduz bem este movimento: “Quando uma mulher decide curar-se, ela se transforma em uma obra de amor e compaixão, já que não se torna saudável somente a si própria, mas também a toda a sua linhagem”.

Este primeiro movimento é necessário para o segundo, ou seja, a possibilidade de cura e transformação só tem lugar quando somos “desobedientes” e temos coragem para fazer um pouquinho diferente.

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Este caminho não é percorrido sem o sentimento de culpa e ameaça pois ele contém um rompimento com o padrão. Novamente Bert Hellinger traz uma boa imagem para ele: a ovelha negra da família.

“As chamadas “ovelhas negras” da família são, na verdade, caçadores natos de caminhos de libertação para a árvore genealógica. ”

Um filme com muitos aprendizados

Inúmeros são os aprendizados que podemos tomar com este filme. Perceber a força dos vínculos dá a todos nós um grande sentimento de humanidade, pois muitas vezes aquilo que julgamos e rejeitamos no outro pode ser só uma forma que ele conhece de pertencer à sua família.

Andréia Castagna Ferreira

 

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