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Desenvolvimento Infantil segundo Freud

Desenvolvimento Infantil segundo Freud

Sigmund Freud foi um dos psicólogos mais influentes do mundo nos últimos dois séculos.

As suas teorias radicais sobre a sexualidade e o inconsciente impressionaram a sociedade conservadora do final do século XIX, numa época em que a criança era sinônimo de pureza e considerada um ser não sexual. Segundo Freud, a sexualidade evolui nas crianças através de cinco etapas de desenvolvimento. Isto permite que os pais reconheçam as manifestações
psicossexuais infantis e lidem melhor com situações tabu como encontrar seu filho se masturbando.

A teoria freudiana sugere que, como as crianças se desenvolvem, eles progridem através de uma série de estágios psicossexuais. Em cada fase, a energia da busca do prazer da libido é focado em uma parte diferente do corpo.

As cinco fases de desenvolvimento psicossexual são:

  1. Estágio Oral: as energias libidinais estão focadas na boca.
  2. Estágio Anal: as energias libidinais estão focadas no ânus.
  3. Estágio fálico: as energias libidinais estão focadas no pênis ou clitóris.
  4. Estágio de latência: um período de calma em que pouco interesse libidinal está
    presente.
  5. Estágio Genital: as energias libidinais estão focadas nos genitais.

A conclusão bem-sucedida de cada ligação estágio resulta em uma personalidade saudável como adulto. Se, no entanto, continua por resolver um conflito em qualquer fase em particular, o indivíduo pode permanecer fixado ou preso nesse momento particular do desenvolvimento.

A fixação pode envolver uma dependência excessiva ou obsessão com algo relacionado a essa fase de desenvolvimento. Por exemplo, acredita-se que uma pessoa com uma “fixação oral” para ser preso no estágio oral de desenvolvimento. Os sinais de uma via oral de fixação pode incluir uma dependência excessiva de comportamentos orais, tais como tabagismo, unhas cortantes ou comer exageradamente.

Fase oral (nascimento a 1 ano): Principal ponto de tensão e gratificação é a boca, a língua e lábios inclui o morder e a sucção. A fase oral tem início no momento em que o bebê até completar um ano aproximadamente. A criança é estimulada pela boca (o seu meio de contato com o mundo que a rodeia) e experiência dor, frustração e satisfação através de pulsões orais. O seu principal objeto de desejo é o seio materno, que proporciona alimento e satisfação. Morder, mastigar, sugar e comer são sinônimo de prazer independente da fome. A fase oral é, também, marcada pela ligação entre a mãe e o bebé e se caracteriza por ser o período em que a base da personalidade e o ego são formados. Cores fortes chamam a atenção da criança e ela leva tudo o que pega à boca nessa fase, que é também o período de reconhecimento externo.

Fase anal: (1-3 anos): Neste período a criança passa a adquirir o controle dos esfíncteres e a zona de maior satisfação é a região do ânus. A criança descobre que pode controlar as fezes que saem de seu interior, oferecendo-as à mãe ora como um presente, ora como algo agressivo. É nesta etapa que a criança começa a ter noção de higiene. Ela começa a ter noção de posse e quer pegar os objetos, tocá-los e ver que aquilo faz fora do limite do seu corpo treinamento dos hábitos de higiene tem um efeito significativo na formação da personalidade, onde pela primeira vez ocorrerá interferência na satisfação de um impulso instintivo da fase anal, que é o prazer erótico da defecação.

Fase fálico edipiana (3-5 anos): Foco genital de interesse, estimulação e excitação; pênis é o órgão de interesse de ambos os sexos; masturbação genital é comum; Intensa preocupação com ansiedade de castração (temor de perda ou danos aos genitais); inveja do pênis (insatisfação com os próprios genitais e desejo de possuir genitais masculinos), vista em meninas, nesta fase; Complexo de Édipo é universal. Criança deseja ter relações sexuais e casar com o membro parental do sexo oposto e, simultaneamente livrar-se do membro do mesmo sexo.

Fase de latência (dos 5-6 anos a 11-12 anos): Estado de relativa inatividade da pulsão sexual, com resolução do complexo de Édipo, pulsões sexuais canalizadas para objetivos mais apropriados socialmente, formação do superego uma das três estruturas psíquicas da mente responsável pelo desenvolvimento moral e ético, incluindo a consciência. Freud diz que o período de latência no desenvolvimento da criança não é um período psicossexual, mas sim uma fase de desejos inconscientes reprimidos. Neste período, a criança já superou o complexo da fase fálica e, embora desejos e impulsos sexuais possam ainda existir, eles são expressos de forma assexuada (amizades, escola, esportes) até o começo da puberdade.

Fase genital (dos 11-12 anos em diante):Estágio final do desenvolvimento sexual – começa
com a puberdade e a capacidade para a verdadeira intimidade. Neste período, que tem início
com a adolescência, há uma retomada dos impulsos sexuais, o adolescente passa a buscar, em pessoas fora de seu grupo familiar, um objeto de amor. A adolescência é um período de
mudanças no qual o jovem tem que elaborar a perda da identidade infantil e dos pais da
infância para que pouco a pouco possa assumir uma identidade adulta. Os conflitos internos
típicos das fases anteriores atingem aqui uma relativa estabilidade conduzindo a pessoa a uma estrutura do ego que lhe permite enfrentar os desafios da idade adulta. Neste momento,
meninos e meninas estão ambos conscientes de suas identidades sexuais distintas e começam a buscar formas de satisfazer suas necessidades eróticas e interpessoais.

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