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Quando o animal de estimação morre


Quem já não passou pela doída tristeza de perder seu cão, gato, papagaio ou passarinho cantador?

Adultos ou crianças, não há quem não sinta a perplexidade diante da morte real. Real sim, porque as mortes que povoam os filmes e os vídeos games são ficções irreais e se tornaram objeto de prazer.

Que tamanha contradição e que confusão não se cria na cabeça das crianças que estão se habituando a cenas fictícias de morte, sem contudo compreenderem a mortalidade como um ciclo natural da vida que precisa ser enfrentado por todos nós.

Embora a morte esteja escancarada, banalizada na TV e nos games, o assunto não é tratado seriamente com as crianças e adolescentes. Mesmo os adultos fogem da reflexão sobre o inevitável enfrentamento da terminalidade do corpo físico, seja de si, de outras pessoas, de animais domésticos aos quais nos apegamos.

Especialistas em tanatologia (estudo da morte  e do morrer) alertam que as crianças não devem ser poupadas desta conscientização e de vivenciar os sentimentos de perda. Há livros infantis (servem também para adultos) que abordam em linguagem simples  o processo da finitude biológica.

Quando adquirimos um animalzinho devemos preparar as crianças explicando que aquele ser tem um tempo determinado de existência, que

poderá durar alguns dias, meses ou anos.

Ensinar as crianças e adolescentes a amar os animais de estimação sem apego é uma boa oportunidade para que nós adultos também aprendamos amar sem apego, reconhecendo a transitoriedade de tudo e de todos.

O veterinário Nicolino F. Lauletta também defende esta postura e sempre que possível conscientiza seus clientes, principalmente as crianças, sobre os cuidados que se deve ter com os animais para a preservação da vida sem perder de vista a inevitável condição transitória dos seres.

Quantos adultos e crianças não ficam doentes quando morre um animal de estimação?
É natural que se fique triste, que se chore, que deparemos com um grande vazio e sintamos a perda.

Mas, quando temos a consciência da transitoriedade do corpo físico de pessoas e animais podemos enfrentar com  mais compreensão e serenidade sem grande desequilíbrio.

Exercitar esta conscientização desde a aquisição do animalzinho é uma maneira de preparar as crianças para poupar sofrimentos excessivos nos momentos de  perda. Quando a morte ocorre deve-se permitir que as crianças realizem os rituais de luto: o que fazer com o corpo do animal, como guardar lembranças dele etc.

Se você leitor, não sabe como lidar com estas situações pode começar a obter algum conhecimento. Há muitas obras, vídeos de especialistas que tratam do assunto. O conhecimento abre horizontes, proporciona um viver e morrer com qualidade.

Rede Nacional de Tanatologia

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