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UFMG desenvolve vacina curativa para tratamento de dependentes químicos

UFMG desenvolve vacina curativa para tratamento de dependentes químicos

Diferente das vacinas preventivas, o imunizante tem o intuito de reduzir o efeito da droga e contribuir para o tratamento de dependentes de cocaína e crack

Após registro na Anvisa, a vacina será testada em humanos

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveu vacina curativa que ajuda no tratamento de dependentes químicos de cocaína e crack. Os estudos começaram em 2015, quando uma molécula foi produzida na instituição. Segundo Frederico Garcia, coordenador do estudo e professor do Departamento de Saúde Mental da UFMG, quase todos os testes em animais foram realizados para garantir a segurança da vacina.

O próximo passo é registrar o imunizante na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que ela seja usada em humanos. “A gente espera avançar nessas etapas que ficaram restritas por causa da pandemia que fechou a universidade e outros fatores que a ANVISA exige da gente, mas a gente acredita que até o ano que vem começaremos os testes em humanos,” destacou o professor.  

De acordo com Garcia, os animais foram testados tanto na produção de anticorpos, quando o efeito da droga não é sentido, quanto na variação da segurança da molécula. “A gente testou em três espécies diferentes e em doses altíssimas para ter certeza que, quando for passar para os estudos em humanos, eles não tenham riscos”, explicou.

A vacina curativa é diferente dos imunizantes comuns, que geralmente são preventivos. Neste caso, ela tem a função de ajudar no tratamento de dependentes químicos. “A gente imagina que em pessoas que estão fazendo o tratamento e estão dando conta de ficar sem usar a droga é uma arma a mais, porque quando elas consumirem a droga elas não perceberão o seu efeito e isso irá ajudá-las a continuar abstinentes,” disse.

Vacina para gestantes apresenta resultados promissores

Outro estudo coordenado pelo professor é direcionado para gestantes também dependentes das duas substâncias. A pesquisa iniciou em 2018 e a previsão é de que ela seja concluída em cerca de três anos. “O estudo conseguiu mostrar que a vacina faz com que as ratas ganhem mais peso e tenham menos abortos espontâneos, que indicam uma proteção. Além disso, os ratinhos nascem com os anticorpos e não percebem tanto o efeito da droga”, explica.

“A gente conseguiu completar essa fase de prova de conceito, que a gente mostra que ela funciona desta forma. A gente vai começar agora os estudos de segurança, exatamente dando doses muito altas da vacina para ver se as ratas e os fetos não vão ter efeitos colaterais”, acrescenta.

Fonte: https://www.itatiaia.com.br

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